
O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento que envolve, principalmente, formas particulares de comunicação social e de processamento sensorial, além de padrões de interesse, rotina e pensamento que fogem do que é considerado "típico". É chamado de espectro porque se manifesta de maneiras muito diferentes de pessoa para pessoa — não existe uma única forma de ser autista, e a intensidade e a combinação das características variam bastante.
Para muitas pessoas, especialmente aquelas com menos sinais visíveis externamente, o diagnóstico chega tarde — na adolescência ou já na vida adulta —, depois de anos de esforço para se adaptar a ambientes e expectativas que nunca pareceram feitos para o seu jeito de funcionar. Isso costuma vir acompanhado de exaustão por mascarar características (a chamada camuflagem social), de dificuldade em nomear o que sempre foi diferente, e, com frequência, de um histórico de ansiedade construído em cima de anos tentando se encaixar sem entender por quê.
Na avaliação neuropsicológica, investigo o funcionamento cognitivo, sensorial e social com instrumentos específicos, o que contribui para esclarecer o diagnóstico e compreender o perfil de cada pessoa — suas dificuldades, mas também suas formas particulares de perceber e interagir com o mundo. O cuidado, no entanto, não se resume ao laudo: é na psicoterapia que essa compreensão ganha espaço dentro da sua história, ajudando a entender como o TEA atravessou suas relações, sua trajetória escolar ou profissional, e a construir formas de viver que respeitem seu funcionamento real — sem exigir de você uma adaptação constante ao que não é o seu.
Atendo adolescentes a partir de 15 anos e adultos; não realizo avaliação de TEA em crianças.
Se você reconhece parte dessa experiência na sua própria vida, pode ser um bom momento para conversarmos.
