Josiane sentada na cama, sorrindo, com uma almofada em formato de cérebro no colo

Esquecem compromissos importantes, se perdem na própria organização, se cansam com facilidade em ambientes sociais ou precisam investir um esforço enorme para realizar tarefas que, para outras pessoas, parecem simples. Muitas crescem ouvindo que são "intensas demais" ou “literais demais”, distraídas, desinteressadas, que simplesmente não se esforçam o suficiente.

Quando essas experiências se repetem por anos, é comum que a dúvida deixe de ser "o que está acontecendo comigo?" e passe a ser "o que há de errado comigo?".

Em alguns casos, essas vivências podem estar relacionadas à neurodivergência. A neurodivergência é um termo que descreve formas de funcionamento neurológico diferentes do que é mais frequente na população, como acontece no TDAH e no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e pessoas com Altas Habilidades. Não significa que exista uma forma "certa" ou "errada" de funcionar, mas diferentes maneiras de perceber, aprender e interagir com o mundo.

Para muitas pessoas, essa descoberta acontece apenas na adolescência ou na vida adulta. Receber um diagnóstico pode trazer alívio, por oferecer respostas para experiências antigas, mas também despertar questionamentos sobre a própria trajetória.

A avaliação neuropsicológica ajuda a investigar essas características de forma criteriosa. Mais do que confirmar ou descartar hipóteses, ela oferece informações que orientam o cuidado clinico.

Lembre-se: um diagnóstico pode explicar parte importante da experiência, mas não define quem você é.

Se você se identificou com essas vivências ou recebeu indicação para uma avaliação, estou à disposição para conversarmos.